Hoje aconteceu uma mais coisa inacreditável. Saí da barca, caminhei um pouco e, na parada de ônibus, a bagunça começou. Formou-se, milagrosamente, uma fila diante do ônibus 47B, da viação Araçatuba – coisa que o pessoal daqui tem muita dificuldade em fazer; na maioria das vezes uns se jogam por cima dos outros querendo entrar primeiro, seja onde for.
Apesar da presença do fiscal da empresa, a coitada da fila, é claro, foi totalmente desrespeitada, com gente entrando por todos os lados e nós, os caretas idiotas enfileirados, olhando para o fiscal e esperando alguma reação. (Não sei por que ainda conseguimos ser tão otimistas.) O detalhe é que o ônibus não estava parado próximo ao meio-fio, como seria normal, mas na diagonal, com a traseira no meio da outra pista. E o fiscal, nada.
Eu e uma mulher ainda estávamos nos degraus, aguardando os da frente passarem pela roleta, quando ouvimos o fiscal dizer ao motorista: “Dá uma puxadinha aí pro cara passar”. Claro, ele foi obedecido, e esta-passageira-que-pagou-R$ 2,20, ou seja, eu, ficou pendurada, com a bolsa e a metade do corpo para fora, enquanto ele andava com o ônibus, dando a tal “puxadinha”, correndo o risco de cair, se machucar e se molhar na enorme poça que se formou ao lado do meio-fio. É deprimente.
