Como sou jornalista, mesmo não trabalhando na área, não posso deixar de comentar a “queda” do diploma para o exercício da profissão. Sinceramente, não absorvi bem essa ideia de a obrigatoriedade ser inconstitucional. Afinal, sempre houve, nos veículos, liberdade para colunistas, comentaristas, articulistas e todos os istas possíveis e imagináveis.
Lendo os comentários sobre a notícia no portal Comunique-se, fiquei impressionada com os argumentos que algumas pessoas apresentaram a favor da decisão do STF.
Por exemplo, que os cursos de graduação são muito ruins e não adiantam nada mesmo. Então, respeitada essa lógica, teríamos que acabar com a obrigatoriedade de diploma para todas as carreiras. Pipocam faculdades que facilitam a entrada e a saída, importando apenas o pagamento em dia das mensalidades. Isto, então, seria razão para se parar de exigir a passagem pelos cursos de graduação? O Brasil sempre sai com as respostas mais cômodas, mas menos efetivas para os problemas.
Aliás, o jornalista, coitado, não servirá mais para nada. A assessoria de imprensa já é compartilhada em uma batalha constante com os profissionais de relações públicas – sem entrar no mérito de quem está com a razão – e agora o próprio jornalismo não é mais para jornalistas. Não parece um pouco demais?
Já que o diploma não é mais obrigatório, poderiam pelo menos estabelecer um curso de especialização, como ocorre em alguns países. Como se fosse uma formação em psicanálise, que qualquer profissional pode fazer, mas é necessária para o exercício da atividade.
Afinal, os estudantes de jornalismo aprendem muitas coisas, cursam muitas disciplinas na faculdade que ultrapassam a técnica, ao contrário do que muitos, que estão de fora, podem pensar.
Eu é que não queria ser estudante numa hora dessas. Mudaria de curso na hora.

oi amiga……gosto do que voce escreve….vai em frente menina……..Muito jovem comecei a escrever….tinha até um codigo no colegio interno…tudo era revistado. Nunca me pegaram…..As vezes estou andando no meio do povão…vem algo na cabeça….E um presente. Voltando ao internato escrevi uma peça …..algo de menina.Apresentei no teatro do internato…na epoca S.Vicente de Paulo..foi um sucesso.Era uma comedia…eu trabalhava.E por falar em teatro…voce sabe que fui atriz amadora de Niteroi….Trabalhei até no Teatro Municipal.Eu Trabalhava no Rio e a noite era os ensaios. Não aguentei o Diretor….Não gosto….amo mesmo o meu piano. Foi lindo dia 24 sexta feira…..
Mariana continua escrevendo …gosto muito.abraços vera maria
Mariana, concordo plenamente com você. Acrescento ainda que a extinção irá beneficiar os donos de veículos que estarão livres das obrigações sindicais e, provavelmente, diante da maior “oferta de profissionais da escrita”, irão pagar ainda menos aos seus contratados, que hoje em dia, em muitos casos, possuem um vínculo empregatício muito frágil (PJ, terceirizados, etc.)
O futuro da profissão é mesmo sombrio. Força e sorte para aqueles que persistirem.
Parabéns pelo blog… ;-)